Michel Foucault
French philosopher, historian of ideas, and social theorist known for influential analyses of power, knowledge, and discourse. Major works include Madness and Civilization, The Birth of the Clinic, Discipline and Punish, and The History of Sexuality.
Books
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1. História Da Sexualidade, Volume 2. O Uso Dos Prazeres
Analisa como, nas culturas grega e romana, o sexo e o prazer eram tratados como objetos de uma ética prática — regimes, regras e exercícios voltados para a moderação e o cultivo de si — mostrando que o manejo do prazer se articula com a formação de modos de subjetividade; por meio de uma leitura genealógica, examina categorias como aphrodisia e enkrateia, a relação entre prazer, verdade e autocontrole, e como normas sobre o desejo emergem de práticas históricas e discursivas em vez de refletir uma natureza imutável, ao mesmo tempo apontando como essas formas de ética sexual evoluem e preparam transformações posteriores.
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2. A Vontade De Saber
Histoire de la sexualité
Sustenta que, ao contrário da ideia de que a modernidade simplesmente reprimiu a sexualidade, houve uma intensificação e multiplicação de discursos e práticas — médicos, jurídicos, escolares e confessionais — que transformaram a sexualidade em objeto de saber e de regulação; mostra como o poder moderno não apenas censura, mas produz verdades sobre corpos e desejos, administra a vida por técnicas de biopoder e cria formas de subjetivação que tornam possíveis identidades sexuais e novas relações entre saber, instituições e dominação.
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3. A Ordem Do Discurso. Aula Inaugural No Collège De France, Pronunciada Em 2 De Dezembro De 1970
Aula Inaugural No Collège De France, Pronunciada Em 2 De Dezembro De 1970
Neste ensaio inaugural, o autor examina como os discursos são produzidos, regulados e hierarquizados por um conjunto de regras institucionais e históricas que determinam aquilo que pode ou não ser dito. A análise aborda mecanismos de exclusão e censura, a função do autor como categoria que limita a circulação de enunciados e a noção de “arquivo” como sistema que organiza e torna possíveis os discursos em determinada época. Conclui-se que o discurso é simultaneamente fonte de conhecimento e instrumento de poder, sujeito a práticas e rituais que reproduzem relações sociais, e que compreender essa ordem é condição para contestá-la.