Capitalismo E Impulso De Morte by Byung-Chul Han

Argumenta que o capitalismo contemporâneo ativa um impulso de morte: em vez de reprimir tendências autodestrutivas, o sistema as canaliza por meio da autoexploração, da hiperprodutividade e da digitalização, transformando sujeitos em processos de trabalho que se esgotam. A lógica neoliberal elimina o outro e os laços coletivos, substituindo-os por competição, autocontrole e otimização incessante, o que alimenta depressão, burnout e formas de necrofilia social — uma cultura que consome vida em nome da produtividade. Ao integrar conceitos psicanalíticos e sociológicos, defende que a superação passa por restaurar o Eros, a alteridade e modos de convivência que não reduzam o humano a capital.

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