Topologia Da Violência by Byung-Chul Han

Analisa a transformação da violência na modernidade, mostrando como ela deixou de ser sobretudo física e espetacular para operar como uma violência difusa, "positiva" e sem sujeito — uma microfísica do poder que atua por meio da autoexploração, da transparência compulsória, dos algoritmos e da precarização, e que se manifesta em formas como esgotamento, depressão e anestesia relacional. Ao contrastar a violência soberana e disciplinar com essa topologia líquida e impalpável, aponta que o capitalismo neoliberal produz sujeitos que se autoimponham metas, internalizam a coerção e tornam-se agentes da própria destruição, tornando mais difícil nomear e enfrentar a agressão política. Discute também como a perda da alteridade e a exigência de total transparência corroem o espaço público e o laço social, e sugere a necessidade de recuperar a negatividade, a distância e o reconhecimento do outro como condições mínimas para uma resistência democrática.

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